Sejam bem-vindos ao Felicity Jones Brasil! Sua fonte brasileira sobre a atriz britânica Felicity Jones. Aqui você encontrará todas as notícias da carreira da Felicity, além de fotos, vídeos, entrevistas, entre outros. Esperamos que goste de nosso trabalho e volte sempre!

THE SUNDAY TIMES STYLE: É uma daquelas conversas temidas. Você acabou de começar o emprego dos seus sonhos quando descobre que está grávida. Como você conta ao seu novo chefe? Foi o que aconteceu com a atriz Felicity Jones, que interpretou o papel da astronauta Sully em ‘O Céu da Meia-Noite‘, filme estrelado e dirigido por George Clooney. A produção já havia começado quando Jones teve que fazer a ligação.

Acho que devo ter contado a George Clooney que estava grávida antes de contar a alguns de meus amigos e familiares”, diz Jones pelo Zoom, sentada em um quarto no andar de cima de sua casa com terraço em Londres, no final de uma tarde escura de sexta-feira. “Mas George estava muito determinado a me manter no filme, e quanto mais explorávamos isso, mais parecia certo incluir a gravidez como parte da história. Foi muito bom poder interpretar o que estava acontecendo comigo pessoalmente, além de interpretar a personagem. George era muito moderno em sua abordagem e, na verdade, bastante revolucionário por não querer esconder isso. No final, foi uma maneira muito mais legal de navegar pela história.

O Céu da Meia-Noite‘ é uma ópera espacial do fim dos dias ambientada em um futuro próximo. A personagem de Jones faz parte de uma tripulação que comanda a última nave no espaço, voltando para casa depois de investigar o potencial de outro planeta para sustentar a vida. Enquanto isso, de volta à Terra, um evento apocalíptico parece ter matado a maioria das pessoas, exceto Clooney. A vida e a arte se cruzaram de maneiras perturbadoras durante as filmagens, o isolamento e a alegria do set – “George é ainda mais legal e engraçado do que você esperaria”, diz Jones. “Ele é muito honesto, muito direto, muito pouco vaidoso, muito inteligente” – contrastando com as notícias sobre a disseminação da Covid-19 na China. “Logo após as filmagens, fomos trancados. Era tão estranho estar atuando algo e então, dentro de semanas, passando por isso na realidade. Lembro-me de pensar, prefiro muito mais fingir.” Além disso, Jones deu à luz seu filho em abril, quando as mortes e internações hospitalares atingiram o seu (primeiro) pico no Reino Unido. “Ter um bebê em um momento apocalíptico é muito assustador”, ela admite.

Jones, 37, foi criada em Bournville, nos arredores de Birmingham. Seus pais se divorciaram quando ela tinha três anos e a sua mãe era “uma hippie. Era a época da Body Shop e ela acreditava muito em fazer a sua própria diversão, brincando ao ar livre, usando a sua imaginação, ao invés de ficar parada na frente da televisão.” Não havia nenhum reprodutor de vídeo em casa, então Jones e o seu irmão mais velho, Alex, passaram muito tempo no multiplex local assistindo aos sucessos de bilheteria dos anos noventa. “Mas o meu tio Michael Hadley, que morreu recentemente, era ator, então costumávamos vê-lo no teatro, em coisas como Ibsen e Shakespeare. Tivemos a educação cultural completa de alto-baixo.

Jones trabalhava como atriz profissional desde os 12 anos, em séries infantis de TV e filmes como ‘The Treasure Seekers‘, que também estrelou a igualmente jovem Keira Knightley. Aos 15, ela interpretou Emma Grundy (nascida Carter) na série da Radio 4 ‘The Archers‘, que ela continuou a fazer enquanto estudava inglês no Wadham College, Oxford – entre ler Virginia Woolf, participar de produções teatrais de estudantes e viagens a Londres para passar as noites na Discoteca Fabric. A falta de educação em uma escola de teatro não impediu a ascensão de Jones; a sua carreira abrange de tudo, desde (numerosos) dramas de época e um filme sobre snowboard ‘A Menina do Chalé‘ a franquias de sucesso como o spin-off de Star Wars, ‘Rogue One‘. Jones também foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz por sua interpretação de Jane Hawking em ‘A Teoria de Tudo‘. Eddie Redmayne, que interpretou Stephen Hawking no filme, também estrelou ao lado de Jones no drama de ação em balões de ar quente do ano passado, ‘Os Aeronautas‘, é extravagante em seus elogios. “Ela é uma ótima amiga. Uma pessoa maravilhosa, incrível e uma atriz formidável”, diz ele. “Estou feliz que o suborno está valendo a pena!” ela diz quando eu digo a ela.

Os trabalhos que Jones escolhe tendem a ser de lutadoras, rebeldes e pioneiras. Um de seus papéis definitivos foi o de Ruth Bader Ginsburg, a falecida juíza associada da Suprema Corte dos Estados Unidos, que Jones interpretou quando jovem em ‘Suprema‘. Elas se tornaram amigas durante a realização do filme. “Ela era muito aberta e muito vulnerável comigo e isso é muito especial para alguém que parece bastante assustador por fora.” Jones descreve a morte de Ginsburg em setembro como “um grande choque. Eu li no meu telefone… fiquei sem fôlego. Você não percebe o quanto está prendendo alguém. Eu sempre volto a pensar no que ela faria em certas situações e como ela lidaria com elas. É notável a maneira como ela conseguiu fazer mudanças tão grandes na história e apenas o fez com coragem, determinação e perseverança sem buscar qualquer glória pessoal.

Suprema‘ examina a igualdade de gênero em casa, bem como no mundo em geral, particularmente a relação entre Ginsburg e o seu marido, Martin. Jones casou-se com Charles Guard, um cineasta britânico que conheceu em Los Angeles, no Castelo Sudeley, em Cotswolds, em 2018. Ela não diz quem faz o quê na casa (ela é adepta de desviar de perguntas que ficam muito pessoais, como o nome do filho dela), mas, para ser honesta, parece que o casal não teve tempo para um bate-papo sobre igualdade de gênero. “Criar um filho é apenas uma montanha-russa de fadiga, celebrando que você passou cada dia por volta das 19h05, e então percebendo que você tem que viver toda a sua vida entre 7h e 10h30”, ela diz.

Apesar dos desafios, ter um bebê confinado não foi tão ruim. “Meu marido e eu temos chamado de bloqueio duplo. Você é praticamente removido do mundo de qualquer maneira nos primeiros meses. E pelo menos não tenho que sentir que estou perdendo.” Em uma tentativa de abraçar totalmente esse momento de pausa comunitária, Jones está lendo um livro sobre Hygge. “É a teoria dinamarquesa de conforto. É uma doutrina de desfrutar o comum, e isso parece muito apropriado.” Assim como o resto de nós, ela tem feito pão de banana – “Queimei três pães” – e malhado na sala com os seus mini pesos, ouvindo Lizzoe um pouco de drum’n’bass saudade dos meus tempos de estudante”. Ela, no entanto, começou a pensar em ter um pouco mais de variação em sua vida além de seu G&T às 19h (“Cotswolds Gin, eu recomendo muito”) e as calças de treino e os moletons largos que ela tem usado nos últimos seis meses. “Estou realmente pronta para algumas festas malucas. Estou até pensando na possibilidade de usar jeans novamente.

Não haverá premiere de ‘O Céu da Meia-Noite‘ e provavelmente não haverá para o próximo filme de Jones, ‘A Última Carta de Amor‘, uma adaptação de um romance de Jojo Moyes coestrelado por Shailene Woodley que será lançado em 2021, quando então, com sorte, os cinemas estarão abertos mais uma vez. “Acho que o teatro e o cinema vão voltar com força total”, diz Jones. “Estaremos almejando por atividades em grupo e comunidade. Eu sei que não posso esperar por isso.

O Céu da Meia-Noite‘ está em cinemas selecionados agora e será lançado na Netflix em 23 de dezembro.

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Na edição desta semana da revista TV & Satellite Week, com a estreia do filme Rogue One no canal Sky Premiere HD, foi divulgada uma nova entrevista de Felicity para a equipe por trás da revista falando sobre a sua preparação, inspiração e sobre as gravações de Rogue One: A Star Wars Story! Confira os scans da revista em UHQ abaixo e logo depois a entrevista traduzida!

   

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Rebelde com uma causa – Felicity Jones sobre lutar contra o Império e encontrar fama em Hollywood

Com a sua beleza inglesa, Felicity Jones talvez não parecesse como uma boa escolha para interpretar a delinquente que se transformou em uma rebelde e lutadora da Aliança, Jyn Erso, no spin-off de Star Wars, a prequel Rogue One, que irá estrear no Sky Premiere esta semana. Porém, a performance da atriz de 33 anos como a líder de um bando de espiões recrutados para roubar os planos da Estrela da Morte do Império talvez tenha feito dela uma grande estrela internacional e ajudou o filme a render mais de um bilhão de dólares na bilheteria.

Esta foi uma daquelas experiências que só aparece uma vez na vida e quando me ofereceram o papel eu sabia que eu tinha que fazer isso‘, diz Jones, que disse ao TV & Satellite Week que o seu histórico no esporte fez do papel mais fácil para ela interpretar. ‘Eu era bastante esportiva na escola e eu jogava hóquei, tênis e netball (esporte semelhante ao basquete). Minha infância foi bastante ao ar livre, então, interpretando Jyn, eu fui capaz de acessar aquele lado de mim e eu absolutamente amei isso‘.

Em preparação para o papel, Jones foi a academia todos os dias, fazendo boxe, pilates e natação, antes de um treinamento com a especialista em artes marciais Lian Yang. Mesmo assim, a sua verdadeira inspiração para Jyn veio assistindo horas de videoclipes, particularmente aqueles de Florence + the Machine. ‘Movimento é uma grande parte de Jyn‘, explica Jones. ‘Isso virou uma importante parte no processo de encontrá-la. Ela anda quase como um animal enjaulado. As suas cenas de luta são como danças.’

Algumas cenas do filme de ficção-científica e aventura foram filmadas em uma locação na Jordânia e nas Maldivas e Jones viu as gravações de seis meses como férias de aventura. ‘Eu vi isso como se eu estivesse em meu gap year e fazendo mochilão nesses países‘, ela diz. ‘O primeiro dia de gravações foi no deserto da Jordânia e você se liga imediatamente com um elenco e equipe quando são 3h30min da manhã e você está pendurada no lado de uma pedra. Isso foi definitivamente um trabalho pesado e eu tinha um monte de contusões no final do dia, mas eu gostei disso imensamente.’

Tornar-se parte da grandiosa e popular franquia Star Wars significa que Jones acendeu muito e isso é algo com que ela está se ajustando lentamente. ‘Eu sou sortuda por viver em Londres e ainda ter bastante privacidade onde eu estou – que isso continue‘, ela diz. ‘Eu ainda posso sair e caminhar por aí livre e eu não sou emboscada ou nada como isso. Então eu espero que minha vida não mude muito.’ Nascida em Birmingham, Jones se juntou ao mundo da atuação quando ela tinha 11 anos e no ano seguinte teve seu primeiro trabalho no filme televisivo, The Treasure Seekers. Após estudar Inglês na universidade, invés de ir para uma faculdade de atuação, ela continuou a conseguir papéis na televisão, incluindo a protagonista no filme do ITV, Northanger Abbey e interpretou uma modelo de moda de 1920 no episódio The Unicorn and the Wasp de Doctor Who com David Tennant.

Antes de começar a fazer filmes (veja o painel nos scans), ela passou 10 anos, até 2009, como a voz da selvagem Emma Grundy em The Archers, uma novela de rádio. Como projetos futuros, há rumores que talvez haja um outro filme de Rogue One, mas, se for verdade, Jones e sua equipe de Rogue One estão mantendo isso em segredo. ‘Eu apenas estou feliz em trabalhar e ser capaz de interpretar personagens que amo‘, ela diz. ‘Eu estou conseguindo fazer algo que eu sempre quis fazer desde que era criança, então eu estou completamente abraçando isso‘.

  • Tradução e Adaptação por: Laura

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